Tudo começou com um satélite

Outubro 3, 2008 at 2:25 pm (Uncategorized)

O ano era 1957 e a União Soviética lançou o Sputnik o primeiro satélite artificial.

O Presidente Dwight D. Eisenhower criou a Agência de Projetos Avançados de Defesa “ARPA” em 1958 como respostas diretas ao lançamento do Sputnik. O propósito do ARPA era dar aos Estados Unidos vantagens na tecnologia para ficar “por cima” de outros países.

Nos anos 50, os computadores eram aparelhos enormes e dispunham de apenas uma fração do poder e da capacidade de processamento de um moderno PC.

O objetivo do ARPA era mudar essa situação. A agência procurou a ajuda da companhia Bolt, Beronek and Newman para criar uma rede de computadores. Sem a arpanet, a internet não se comportaria como hoje e sua aparência também seria uma bem diferente.

O objetivo era interligar diferentes computadores. Então o governo americano queria encontrar uma forma para acessar e distribuir informações no caso de uma catástrofe, ou como também um ataque nuclear. Se uma bomba atingisse uma linha de computador importante, a informação pararia imediatamente. Mas se houvesse um meio de formar uma rede de computadores, outras partes do sistema poderiam continuar funcionando mesmo se um elo fosse destruído.

A maioria das pessoas não dá a devida importância à internet. Hoje podemos estar logados em nosso e-mail e navegar pela rede do mundo. Mas quando o projeto ARPANET começou, não existia um sistema para permitir que os computadores compartilhassem informações. Tudo tinha que começar do zero. No início eles reconheceram a importância de criar uma forma dos  usuários se conectarem a outros usuários e tornar possível mover arquivos de outras maquinas.

Outras redes da ARPANET foram surgindo e tornou possível que redes separadas fossem acessadas, mesmo que o acesso à ARPANET continuasse restrito a uso oficial. Em 1983 a seção militar da ARPANET se separou da rede; a sua única conexão com a rede maior eram alguns poucos portais como o correio eletrônico.

No Brasil a Internet teve seus primeiros passos em 1988, ligando centros de pesquisas e universidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre a instituições nos Estados Unidos. Em 1989 surge a RNP (Rede Nacional de Pesquisa), para ligar essas redes e formar um backbone1 que alcançasse todo o país. Somente me 1995, com a iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia e Ministério das Telecomunicações houve a abertura do setor para a iniciativa privada e posteriormente a sua chegada às empresas e residências. A Internet mudou muito desde a sua criação, esta passou a ser muito mais do que uma rede de troca de informações para tornar-se um meio de comércio de produtos e serviços. Hoje é possível através de a internet consultar e movimentar uma conta bancária, fazer compras em supermercados e livrarias, sem sair de casa.

A WWW nasceu no CERN (Centre European Research Nucleare), Suíça. O objetivo de padronizar, facilitar e unificar o método de acesso a todas as informações disponíveis em uma única ferramenta. O projeto, iniciado em 1989, originou a WWW em 1991. No entanto, apenas em fins de 1993 a World Wide Web iniciou sua fase de crescimento, com a versão final do software Mosaic, um Browser, para a comunidade Internet. Usuários de todo o mundo foram atraídos pela forma simples e divertidos que a WWW disponibilizava o conteúdo.

Após a entrada de dois gigantes da informática como a Microsoft e a Netscape, que evoluíram as tecnologias de apresentação de imagens, dados, sons e multimídia. Com isso a Internet se tornou interativa.

Antes, uma Home-Page era: um conjunto de arquivos e hipertexto chamado de páginas, disponíveis na WWW, interligados entre si através de Links e algumas vezes, o termo Home-Page também era utilizado para designar a primeira e principal página de um conjunto de documentos.

E com esse conceitos, estimulou a nova definição Web page, página web, para o conjunto, também chamado de site. Sendo assim, home page agora serve para designar a página inicial, principal do site (web page).

Browsers ou Navegadores,  são programas especiais para visualizar páginas WWW. Os Browsers lêem e interpretam os documentos escritos em HTML, apresentando as páginas formatadas para os usuários.

Hoje, os Browsers muitas vezes realizam tarefas relacionadas com a Internet, como a leitura de correio eletrônico e de grupos Usenet News. No entanto, estas atividades extras não são relacionadas diretamente com a WWW.

O Browser da Netscape dominou o mercado por grande período, porém teve uma queda, com relação ao Internet Explorer da Microsoft que por ser grátis e de fácil acesso vem crescendo em larga escala. Existe também uma série de Navegadores, como também são chamados, de pequenas empresas alternativas, podendo citar o exemplo do navegador – Opera Neoplanet, dentre outros.

Para que dois computadores se comuniquem, é necessário que “falem” e “entendam” um mesmo protocolo. O protocolo mais comum utilizado pela WWW é o Hyper Text Transfer Protocol ou Protocolo de Transferência em Hipertexto, que na forma reduzida diz-se HTTP. O HTTP faz parte do conjunto TCP/IP.

A internet é a mais bem sucedida das aplicações prática do conceito de Internetworking, que consiste em conectividade de redes de tecnologias distintas; essa conectividade foi conseguida pelo uso do conjunto de protocolos conhecido como TCI/IP Protocol Suite, ou simplesmente TCP/IP.

O TCP/IP (nome derivados de seus protocolos principais, Transmission Control Protocol / Internet Protocol) executa essa conectividade em nível de rede, o que permite a comunicação entre aplicações em computadores de redes distintas sem a necessidade de conhecimento da topologia envolvida nesse processo.

Outra característica importante do TCP/IP é a flexibilidade de adaptação às tecnologias de redes existentes e futuras, possível porque o TCP/IP foi concebido de forma independente das tecnologias de redes.

A conexão entre redes na internet pode ser feita de forma transparente aos protocolos do TCP/IP, via repeters, hubs, bridges e switches, ou com a intervenção do protocolo IP; neste caso os equipamentos que executam a conexão baseiam-se nesse protocolo para o encaminhamento de informações através das redes envolvidas, e por isso são denominados como Roteadores IP.

O serviço Network News (ou Usenet News, ou News) é composto por informações agrupadas por categorias e programas responsáveis pelo seu intercâmbio, divulgação e acesso.

As categorias em que as informações (ou assuntos) são agrupados são denominados como newsgroup, organizados de forma hierárquica, partindo do tipo de atividade até o assunto propriamente dito, ou moderados (quando há uma triagem dessas informações antes da publicação).

O formato é bem semelhante ao das mensagens do sistema do correio eletrônico; assim, o serviço Netnews permite que os usuários a partir da seleção de um ou mais grupos de seu interesse, possam participar desses grupos, desde a simples leitura de artigos até o envio de artigos próprios ou resposta a outros artigos.

File Transfer Protocol. É o protocolo utilizado para a transferência de arquivos entre duas máquinas ligadas à Internet. Faz parte da biblioteca TCP/IP.

O nome FTP também é dado aos programas, chamados clientes, que realizam a transferência do arquivo propriamente dita.

A maioria dos Browsers vem com um Cliente FTP.

Alguns Clientes FTP possuem um sistema para recuperar a transmissão de onde parou, em caso de falha.

É utilizado, entre outras coisas, para atualizar os Sites hospedados em máquinas remotas.

Para se localizar um recurso na WWW, deve-se conhecer o seu endereço. Este endereço, que é único, é sua URL (Uniform Resource Locator). Através dela torna-se possível acessar Sites, arquivos, aplicações, computadores remotos (Telnet), sistemas de menu Gopher, grupos da Usenet, bancos de dados Wais e arquivos locais.

Exemplo:

http://Ibase.org.br:80/campanhas/cidadania/fome.htm#LOCAL

 

Ela aponta para um local específico dentro de uma página escrita em HTML, e é composto por seis campos. No entanto, nem todas as Urls necessitam ser tão completas: muitas vezes bastam dois ou três campos para indicar aonde e como se quer chegar. Vamos analisar cada parte desta URL:

2-Nome do domínio: O nome do domínio onde o recurso está localizado. Muitas vezes o nome de um domíno fornece-nos informações interessantes. Sua sintaxe de forma geral é:

Umoumaisnomesseparadosporpontos. TipoDoDomínio.País

*Quanto ao tipo do domínio, existem:

.com Instituição comercial ou provedor de serviço
.edu Instituição acadêmica
.gov Instituição governamental
.mil Instituição militar norte-americana
.net Provedor de serviços em redes
.org Organização sem fins lucrativos.

3-Porta: A porta padrão para páginas WWW é 80. Usualmente utiliza-se o padrão, e por tanto se omite a especificação da porta na URL

4-Diretório: Especifica em que diretório o recurso está situado.

5-Nome: É o nome do recurso requerido. Normalmente, páginas de WWW têm a terminação.html ou.htm.

6-Local: Uma página pode ser bastante longa. Muitas vezes, é interessante remeter ao usuário uma parte específica do documento. O “local” indica qual é a parte dentro da página que deve ser exibida.

Izis Bittencourt

izis_elite@hotmail.com

iziscristine@gmail.com

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